Na Praça de São Pedro, após a notícia oficial ter sido dada, as pessoas abaixaram a cabeça. Mas logo em seguida, veio o aplauso. Um aplauso em nome de todos que, naquele momento, queriam estar ali, não para chorar sua morte, mas para dizer:
Obrigado por ter vivido.
Obrigado por ter nos lembrado o dom da perseverança.
Obrigado por ter nos aberto os olhos para o dom da fé.
Obrigado por ter tocado o nosso coração com o dom da vontade.
Obrigado porque, em um momento em que todos se sentiam fracos, o seu exemplo nos devolveu a força.
Obrigado por proclamar a paz, dizendo que a guerra, independente dos vencedores, é sempre uma derrota para a humanidade.
Obrigado por nos lembrar o respeito ao planeta, quando comentaste: “eu beijo a terra como eu beijo as mãos de minha mãe”.
Obrigado por ir ao encontro do seu rebanho, que tanto precisava vê-lo e escuta-lo dizer: “eu fui até vocês, vocês vieram a mim.”
“Nao tenham medo de partir para o desconhecido. Caminhem com coragem, fé e confiança, sabendo que eu estou com vocês”.
Estas são tuas palavras, tu deste o exemplo, e nós seguiremos adiante. Derramaremos nossas lágrimas, mas esperamos que não as veja – que escutes apenas nosso aplauso, João Paulo II, o papa peregrino.